segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Erros em artigos científicos brasileiros são mais conceituais do que de expressão

Prezados,

posto matéria sobre ciência e sua importante tarefa, a de comunicação de resultados. Trata sobre os trabalhos do Prof. Gilson Volpato que trazem algumas perturbações a respeito da comunicação científica e sua relação com o próprio fazer ciência, de qualidade.



Bom, creio que posso estar incluído às críticas e observações do autor, em função do que me aconteceu. Submeti 4 trabalhos a um congresso na Alemanha. Tive dois trabalhos aprovados. Em um deles a avaliação dos pares me pediu para fazer algumas correções, as fiz no prazo e de acordo com o que me foi pedido. No entanto, após 2 meses dessa nova submissão, o editor dos anais me enviou um email dizendo que o texto em inglês estava ruim, com erros e por isso não o publicaria integralmente. Embora eu o tenha pedido um tempo para revisão, esse prazo me foi negado e ainda levei um fora do Professor alemão responsável.

Não estou tão chateado porque sei que isso ocorreu de um cientista da informação metido à besta, e nada mais. Porém, como tenho co-autores nesse artigo, sinto que os prejudiquei de alguma forma (pedi desculpas), pois, o fora dado pelo alemão os atinge também. Fica aí a advertência: devo (devemos) melhorar a qualidade e a revisão das comunicações doravante.

Leiam a matéria, reflitam e aproveitem a indicação de leituras. http://agencia.fapesp.br/16655#.UOVG5EPyrAw.facebook
Abraços

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O quão raso que a Internet e outras fontes eletrônicas estão fazendo com a sociedade das mentes, ou, com os nossos cérebros

The Shallows: What the Internet Is Doing to Our Brains

 Livro de Nicholas Carr e Paul Michael García aborda questões relativas ao uso quase que exclusivo de fontes eletrônicas, sobretudo baseadas na Internet, que interfere em nosso moso de pensar, refletir, desenvolver criatividade e principalmente, pesquisar. Mediante abordagem dicotômica, característica de estudos de comportamento de uso, os autores investigam os efeitos psicológicos e sociais do uso de fontes eletrônicas mediante comparação de estudos consolidados e consagrados na literatura sobre fontes impressas. Assim os autores chegam ao resultado do quão raso e superficial é a leitura baseada exclusivamente na fonte eletrônica, bem como o uso constante da Internet. Sugestão para debate em sala de aula e entre amigos: o quanto o uso esclusivo de fontes eletrônicas podem nos deixar superficiais em termos de qualidade e capacidade de compartilhamento e bom proveito do conhecimento disponível? Ótimo tema também para uma pesquisa de fim de curso.

Referência:

CARR, N.; GARCÍA, P. M. The Shallows: What the Internet Is Doing to Our Brains. London: UNABRIDGED, 2012.


E-Books estão nos tornando estúpidos: Por coleções eletrônicas significar problemas para bibliotecas e seus usuários

Are E-Books Making Us Stupid?: Why Electronic Collections Mean Trouble for Libraries and Their Patrons.

A pesquisadora Nancy McCormack (Queen’s University, Canada) pesquisou os efeitos do uso de E-Books sobre o cérebro humano, ampliando suas análises ao âmbito de seu uso na biblioteca (pública e universitária). Com a abordagem provocadora de N. Carr sobre os efeitos 'psicosociais' do Google e de outras fontes eletrônicas em detrimento do uso das fontes impressas, a pesquisadora explora se as bibliotecas estão agindo sabiamente em sua missão, ao migrarem de coleções baseadas de itens impressos para coleções de livros eletrônicos. O tema é considerado do ponto de vista da biblioteca e do usuário. Especificamente, a a autora investiga a perspectiva de um futuro - ou em grande parte- se todos os e-book forem considerados como principal fonte de informação, e se esse futuro significa um fim para coleções de bibliotecas e serviços tradicionais. Os problemas potenciais de "leitura profunda" (termo cunhado por Carrs, 2011 para conotar as vantagens sociais da leitura em fontes impressas) também são consideradas, e, especificamente, se os e-books podem servir como um substituto adequado para clientes que não será mais capaz de usar coleções eletrônicas da maneira que coleções impressas já 'foram' (e ainda são) utilizadas. Em suma, o artigo apresenta a investigação com a pergunta inquietante: os e-books estão nos fazendo-bibliotecários e usuários- estúpidos?

 Fonte: International Journal of Digital Library Systems (IJDLS):
http://www.igi-global.com/article/books-making-stupid/73647

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Inveja no Facebook: Uma Ameaça Oculta à Satisfação da Vida dos Usuários?" (Neid auf Facebook: Blendet eine Bedrohung für das Leben Zufriedenheit der Anwender?).



Pesquisadores do Instituto de Sistemas da Informação na Universidade Humboldt, Berlim em parceria com pesquisadores da Universidade Humboldt e da Universidade Técnica de Darmastadt realizaram pesquisas sobre relacionamento de pessoas no Facebook: "Inveja no Facebook: Uma Ameaça Oculta à Satisfação da Vida dos Usuários?" (Neid auf Facebook: Blendet eine Bedrohung für das Leben Zufriedenheit der Anwender?). O primeiro estudo analisou a escala, o âmbito e a natureza de incidentes de inveja provocados pelo Facebook, e o segundo, em como o sentimento de inveja estava relacionado com o uso passivo do Facebook e à satisfação com a vida.

Os principais resultados encontrados foram:

1) inveja desenfreada nas relações dentro do Facebook, a maior rede social do mundo, que agora tem mais de 1 bilhão de usuários e produziu uma plataforma inédita para comparações sociais.

2) Uma em cada três pessoas sentiu-se pior e mais insatisfeita com a própria vida depois de visitar o site, enquanto pessoas que passearam por lá sem contribuir foram as mais afetadas.

3) "Ficamos surpresos ao ver quantas pessoas têm uma experiência negativa do Facebook, com a inveja fazendo-as se sentirem sozinhas, frustradas ou com raiva".

4) "A partir de nossas observações, algumas dessas pessoas vão então sair do Facebook ou pelo menos reduzir o uso que fazem do site", disse Krasnova, aumentando a especulação de que o Facebook poderia chegar a um ponto de saturação em alguns mercados.

5) fotografias de férias eram a maior causa de ressentimento, com mais de metade dos incidentes de inveja provocados por imagens de viagens no Facebook.

6) A interação social foi a segunda causa mais comum de inveja, com os usuários podendo comparar quantas felicitações de aniversário receberam em relação a amigos no Facebook e quantos "curtir" ou comentários foram feitos em fotos ou posts.

7) "O acompanhamento passivo provoca emoções amargas, com os usuários invejando principalmente a felicidade dos outros, o modo como os outros passam as férias e como socializam".

8) "Do ponto de vista de um provedor, nossas descobertas assinalam que os usuários frequentemente veem o Facebook como um ambiente estressante, que pode, no longo prazo, por em perigo a sustentabilidade da plataforma", concluíram os pesquisadores.

O estudo foi publicado na Revista Reuters e teve na liderança a pesquisadora Hanna Krasnova, do Instituto de Sistemas da Informação na Universidade Humboldt de Berlim.

* Sempre suspeitei disso, o estudo apenas me ajudou a confirmar uma das dinâmicas desse aparato de Poder, afinal de contas, como costuma dizer o Professor Cláudio Gottschalg-Duque (UnB) mais ou menos assim: "não se esqueçam: quem consume também é consumido".

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Porque ditadores odeiam bibliotecas?


Stephen Kinzer, autor da obra  'A Thousand Hills: Rwanda's Rebirth and the Man Who Dreamed It', discorre sobre a importância das bibliotecas e como ao longo do tempo ditadores têm destruído ou impedido o desenvolvimento de bibliotecas.

Semelhante à ditatura, países até outro dia líderes em informação (EUA e UK por exemplo, com graves problemas de desenvolvimento de bibliotecas universitárias e públicas, algumas fechando) têm diminuindo o poder das bibliotecas enquanto portais do conhecimento ao seus públicos, com clara desculpa de limitações de orçamentos, porque atendem ao poder do Capital na nova ordem global. Semelhante também à ditadura de Ruanda, a América Latina não consegue desenvolver suas bibliotecas e redes de informação baseadas em Internet, aderindo aos poucos o crescente movimento de censura e controle da rede, tornando-a fragmentada, tal como já se opera às bibliotecas e ao acesso ao livro. Assista ao vídeo e promova debates!
http://youtu.be/w_2WXj6lj6w

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Manuscritos do Mar Morto disponíveis na internet

Mais de seis décadas depois da descoberta dos Manuscritos do Mar Morto - e milhares de anos após terem sido escritos - Israel completou a disponibilização on-line das cinco mil imagens dos mais antigos textos bíblicos conhecidos. A livraria digital agora está completa, com o Livro do Deuteronômio, que inclui a lista dos Dez Mandamentos, e um trecho do primeiro capítulo do Gênesis, datado do primeiro século d. C..
O objetivo é democratizar o acesso aos textos religiosos, antes disponíveis apenas para poucos especialistas. - Apenas cinco pessoas em todo o mundo são autorizadas a manusear os manuscritos - afirmou o responsável pelo patrimônio histórico de Israel, Shuka Dorfman. - Agora, todo mundo vai poder tocar os manuscritos na tela.
Os textos podem ser acessados em www.deadseascrolls.org.il
www.deadseascrolls.org.il




Os textos são considerados a descoberta arqueológica mais importante do século XX. Acredita-se que tenham sido escritos e guardados pelos essênios, uma seita judaica, nas cavernas de Qumran, às margens do Mar Morto, há 2 mil anos. As milhares de folhas de pergaminho, escritas em hebraico e aramaico, são consideradas essenciais para a compreensão do judaísmo e das origens do cristianismo. Textos dos manuscritos aparecem de forma praticamente idêntica na Bíblia, escrita 500 anos depois, e ajudam a entender o ambiente em que Jesus viveu, revelando informações sobre os judeus daqueles tempos.

Iniciativas como esta, de acesso à memória intelectual humana, podem sofrer caso o outro movimento crescente de censura à Internet se tornar um controle político?

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Repositório do Conhecimento (RCIpea)

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada lançou seu Repositório do Conhecimento (RCIpea), um mecanismo institucional digital, de acesso aberto, com o objetivo de organizar, armazenar, preservar, recuperar e disseminar a produção técnica e científica do Instituto, em qualquer suporte ou formato eletrônico. O Ipea é uma fundação pública federal vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Suas atividades de pesquisa fornecem suporte técnico e institucional às ações governamentais para a formulação e reformulação de políticas públicas e programas de desenvolvimento brasileiros.http://repositorio.ipea.gov.br/
Acesse: http://repositorio.ipea.gov.br/
FONTE: http://www.deolhonaci.com/