Pesquisadores do Instituto de Sistemas
da Informação na Universidade Humboldt, Berlim em parceria com pesquisadores da
Universidade Humboldt e da Universidade Técnica de Darmastadt realizaram
pesquisas sobre relacionamento de pessoas no Facebook: "Inveja no
Facebook: Uma Ameaça Oculta à Satisfação da Vida dos Usuários?" (Neid auf Facebook: Blendet eine Bedrohung für das Leben
Zufriedenheit der Anwender?). O primeiro estudo analisou a
escala, o âmbito e a natureza de incidentes de inveja provocados pelo Facebook,
e o segundo, em como o sentimento de inveja estava relacionado com o uso
passivo do Facebook e à satisfação com a vida.
Os principais resultados encontrados foram:
1) inveja desenfreada nas relações
dentro do Facebook, a maior rede social do mundo, que agora tem mais de 1
bilhão de usuários e produziu uma plataforma inédita para comparações sociais.
2) Uma em cada três pessoas sentiu-se
pior e mais insatisfeita com a própria vida depois de visitar o site, enquanto
pessoas que passearam por lá sem contribuir foram as mais afetadas.
3) "Ficamos surpresos ao ver
quantas pessoas têm uma experiência negativa do Facebook, com a inveja
fazendo-as se sentirem sozinhas, frustradas ou com raiva".
4) "A partir de nossas observações,
algumas dessas pessoas vão então sair do Facebook ou pelo menos reduzir o uso
que fazem do site", disse Krasnova, aumentando a especulação de que o
Facebook poderia chegar a um ponto de saturação em alguns mercados.
5) fotografias de férias eram a maior
causa de ressentimento, com mais de metade dos incidentes de inveja provocados
por imagens de viagens no Facebook.
6) A interação social foi a segunda
causa mais comum de inveja, com os usuários podendo comparar quantas
felicitações de aniversário receberam em relação a amigos no Facebook e quantos
"curtir" ou comentários foram feitos em fotos ou posts.
7) "O acompanhamento passivo
provoca emoções amargas, com os usuários invejando principalmente a felicidade
dos outros, o modo como os outros passam as férias e como socializam".
8) "Do ponto de vista de um
provedor, nossas descobertas assinalam que os usuários frequentemente veem o
Facebook como um ambiente estressante, que pode, no longo prazo, por em perigo
a sustentabilidade da plataforma", concluíram os pesquisadores.
O estudo foi publicado na Revista Reuters
e teve na liderança a pesquisadora Hanna Krasnova, do Instituto de Sistemas da
Informação na Universidade Humboldt de Berlim.
* Sempre suspeitei disso, o estudo
apenas me ajudou a confirmar uma das dinâmicas desse aparato de Poder, afinal
de contas, como costuma dizer o Professor Cláudio Gottschalg-Duque (UnB) mais
ou menos assim: "não se esqueçam: quem consume também é consumido".
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