terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Inveja no Facebook: Uma Ameaça Oculta à Satisfação da Vida dos Usuários?" (Neid auf Facebook: Blendet eine Bedrohung für das Leben Zufriedenheit der Anwender?).



Pesquisadores do Instituto de Sistemas da Informação na Universidade Humboldt, Berlim em parceria com pesquisadores da Universidade Humboldt e da Universidade Técnica de Darmastadt realizaram pesquisas sobre relacionamento de pessoas no Facebook: "Inveja no Facebook: Uma Ameaça Oculta à Satisfação da Vida dos Usuários?" (Neid auf Facebook: Blendet eine Bedrohung für das Leben Zufriedenheit der Anwender?). O primeiro estudo analisou a escala, o âmbito e a natureza de incidentes de inveja provocados pelo Facebook, e o segundo, em como o sentimento de inveja estava relacionado com o uso passivo do Facebook e à satisfação com a vida.

Os principais resultados encontrados foram:

1) inveja desenfreada nas relações dentro do Facebook, a maior rede social do mundo, que agora tem mais de 1 bilhão de usuários e produziu uma plataforma inédita para comparações sociais.

2) Uma em cada três pessoas sentiu-se pior e mais insatisfeita com a própria vida depois de visitar o site, enquanto pessoas que passearam por lá sem contribuir foram as mais afetadas.

3) "Ficamos surpresos ao ver quantas pessoas têm uma experiência negativa do Facebook, com a inveja fazendo-as se sentirem sozinhas, frustradas ou com raiva".

4) "A partir de nossas observações, algumas dessas pessoas vão então sair do Facebook ou pelo menos reduzir o uso que fazem do site", disse Krasnova, aumentando a especulação de que o Facebook poderia chegar a um ponto de saturação em alguns mercados.

5) fotografias de férias eram a maior causa de ressentimento, com mais de metade dos incidentes de inveja provocados por imagens de viagens no Facebook.

6) A interação social foi a segunda causa mais comum de inveja, com os usuários podendo comparar quantas felicitações de aniversário receberam em relação a amigos no Facebook e quantos "curtir" ou comentários foram feitos em fotos ou posts.

7) "O acompanhamento passivo provoca emoções amargas, com os usuários invejando principalmente a felicidade dos outros, o modo como os outros passam as férias e como socializam".

8) "Do ponto de vista de um provedor, nossas descobertas assinalam que os usuários frequentemente veem o Facebook como um ambiente estressante, que pode, no longo prazo, por em perigo a sustentabilidade da plataforma", concluíram os pesquisadores.

O estudo foi publicado na Revista Reuters e teve na liderança a pesquisadora Hanna Krasnova, do Instituto de Sistemas da Informação na Universidade Humboldt de Berlim.

* Sempre suspeitei disso, o estudo apenas me ajudou a confirmar uma das dinâmicas desse aparato de Poder, afinal de contas, como costuma dizer o Professor Cláudio Gottschalg-Duque (UnB) mais ou menos assim: "não se esqueçam: quem consume também é consumido".

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