"Êxodo científico impede o país de superar suas crises"
Fonte: O Tempo.
'Em 2015, 49,7 mil pesquisadores deixaram o Brasil para tentar a sorte em instituições de ensino estrangeiras. Sem ciência de ponta não há saída para economia, diz especialista'.
Embora que o texto trate um dos problemas da ciência brasileira no tempo presente, há muito que é um fato constante na história nacional. Nem se trata de se comparar aos estrangeiros, eles lá têm seus problemas e muitos um qualidade: oferecer a possibilidade de se realizar ciência sem entraves por nós conhecidos. Todavia, nem precisa ser sociólogo da comunicação científica ou outro superespecialista para perceber tal fenômeno no País. Basta perceber que as bibliografias especializadas nacionais pouco se desenvolveram no País em áreas afeitas à inovação tais como em Genética ou Computação. Na verdade, compreendendo bibliografias nacionais especializadas ou temáticas como sistemas de informação para o desenvolvimento da ciência nacional perderam seus caminhos no largo histórico. Desde governos incompetentes à formulação de políticas de informação, ciência, tecnologia e inovação à mediocridade do populismo que historicamente fala de aumento de números e nunca de qualidade. Sem falar em problemas de governabilidade ligados à manutenção do poder ou dos poderes diante do fardo histórico da corrupção, a qualidade que pode ser percebida decorre quase que cem por cento de esforços, inteligência, criatividade e grande teimosia de cientistas brasileiros e pouco das ações de agências de fomento ou reguladoras em ciência brasileira. Um dos entraves que o populismo histórico causa ao País é sua capacidade aparelhar tais instituições de tal forma que a mediocridade é a madrinha e a madrasta de se pensar ou agir em ciência. Além de tudo isso que de forma aqui foi simplificado ou ao que se pode perceber em relação ao problema destacado no texto, se a ampliação do número de vagas nas universidade não alcança a formação de cientistas e na capacidade de estes poderem continuar pesquisando com ao menos um grau de dignidade acima da mediocridade, o 'êxodo' continuará seu percurso histórico com mentes superiores escapando, pouco a pouco, e cardumes de medíocres sintetizando-se coloniais aos borbotões.

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