Às vezes me pergunto por que o Brasil com
tantos cientistas da informação, bibliotecários e arquivistas que se
destacam em suas organizações e faz muito com poucos recursos não
conseguem divulgar seus trabalhos em Congressos como os da ALA ou
da ILA e publicar importantes resultados em revistas como Lybrary
Journal dos EUA? Eu por exemplo, tive um trabalho rejeitado no GT
Bibliografia da IFLA, pois segundo o parecer de um (somente um)
avaliador, o tema do meu trabalho referindo-se ao Brasil não tinha
representatividade para lidar com o assunto e o trabalho não trazia
nenhuma novidade uma vez que a questão abordada em meu artigo havia sido
superada no contexto europeu. Duas explicações possíveis (podem existir
mais): a) o processo de internacionalização de países reconhecidamente
de ponta em informação e bibliotecas/arquivos como EUA e UK pelo mundo
ocidental tipo 1st World; b) estamos tão atrasados em termos de
estrutura, confiabilidade governamental e capacitação tecnológica a tal
ponto que institutos como IBICT, CNPq, CAPES, Secretarias e fundações
dos Ministérios brasileiros são desacreditadas no contexto
internacional. Em relação ao GT IFLA Bibliografia, respondi que foi de
muito mau gosto e preconceito contra o país e que a minha pesquisa
trazia importantes apontamentos para os estudos de bibliografia para
além da discussão de digitalização com que engrandece as mentes desse
povo metido à besta. Como resposta, a comissão me disse que no Brasil
sequer tínhamos uma bibliografia nacional online e que para eles a
decisão tinha sido tomada. Duvido e desacredito desses avaliadores. Até
porque, 80% dos trabalhos apresentados foram de americanos e a maior
parte se referiam aos EUA. Mas, acredito também que em parte eles têm
alguma razão. A solução que vejo é tentar impor através de mais
publicações sérias e pesquisas que envolvam mais cooperação do que
dependência de recursos governamentais (quase sempre chorados e
manipulados) para desenvolvermos apontamentos de qualidade e pleitearmos
condições de respeito no contexto internacional. Devemos parar de
pensar e nos limitar aos ENANCIBS e CBBDS da vida que anualmente cooptam
'pares' de duvidosa produção científica (basta uma pequena análise na
maioria dos LATTES de muitos acadêmicos – sem atualização, pouca
produção ou muito indicador de cooperativismos) – só para lembrar que um
trabalho submetido ao GT 1 do ENANCIB somente tinha um avaliador que
escolhia os trabalhos pelo nome do autor que fosse bonito com a bênção
de uma famosa velha da CI brasileira e outro do CBBD que avaliou dizendo
que as referências do meu texto estavam erradas (não estavam erradas). É
preciso parar e pensar maior, exigir mais qualidade e responsabilidade
de todos, governo, profissionais, educadores, alunos, enfim, de toda a
sociedade. Fica aqui o link que informa sobre a criação da Biblioteca
Pública Digital dos EUA a ser lançada esse ano. Enfatizo que os
profissionais dos EUA ou de qualquer outro país não são melhores do que
os profissionais brasileiros ou sul-americanos. Contudo, precisamos
levantar nossa voz - não aparecendo como pavões em eventos nacionais ou
internacionais -, mas como verdadeiros profissionais que pesquisam e
buscam melhores condições para a principal missão social: informar à
sociedade..
El proyecto de la biblioteca digital busca
concentrar la mayor información posible, incluso recopilar y organizar
los datos de la Bibilioteca del Congreso de los Estados Unidos, archivos
académicos y del archivo de internet. A pesar de que sería una gran
idea, la biblioteca aún tiene que sortear algunos aspectos sobre
derechos de autor. Entre los cuestionamientos que los organizadores se
hacen es sobre la creación de modelos de data y cómo referirse a
materiales generados por los mimos usuarios, a nivel local, a nivel
histórico y otras formas de contenido sin ánimo de lucro. http://valleduparnoticias.co/2012/04/07/en-2013-biblioteca-publica-digital-sin-animo-de-lucro-sera-lanzada-en-estados-unidos/
Blog para Bibliotecários e alunos do Curso de Biblioteconomia. Além do material didático, os alunos poderão manusear Gadget de: 1) Aquisição de material; 2) Dicionário e tradutor; 3) Assistir aos vídeos-aula elaborados pelo professor 4) Acessar vídeos preferidos no 'Youtube'; 5) Realizar pesquisa on-line no diretório de bibliotecas universitárias, 6) Promover Chats e Debates com o professor via Skype, e 7) Contribuir com melhorias do blog e dos cursos. Bons estudos!
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