domingo, 21 de abril de 2013

Será que a frase de FM ainda assombra os ouvidos europeus de que o Brasil não é um país sério? Ou o 1st World nos olham como fôssemos macacos ou pavões?

Às vezes me pergunto por que o Brasil com tantos cientistas da informação, bibliotecários e arquivistas que se destacam em suas organizações e faz muito com poucos recursos não conseguem divulgar seus trabalhos em Congressos como os da ALA ou da ILA e publicar importantes resultados em revistas como Lybrary Journal dos EUA? Eu por exemplo, tive um trabalho rejeitado no GT Bibliografia da IFLA, pois segundo o parecer de um (somente um) avaliador, o tema do meu trabalho referindo-se ao Brasil não tinha representatividade para lidar com o assunto e o trabalho não trazia nenhuma novidade uma vez que a questão abordada em meu artigo havia sido superada no contexto europeu. Duas explicações possíveis (podem existir mais): a) o processo de internacionalização de países reconhecidamente de ponta em informação e bibliotecas/arquivos como EUA e UK pelo mundo ocidental tipo 1st World; b) estamos tão atrasados em termos de estrutura, confiabilidade governamental e capacitação tecnológica a tal ponto que institutos como IBICT, CNPq, CAPES, Secretarias e fundações dos Ministérios brasileiros são desacreditadas no contexto internacional. Em relação ao GT IFLA Bibliografia, respondi que foi de muito mau gosto e preconceito contra o país e que a minha pesquisa trazia importantes apontamentos para os estudos de bibliografia para além da discussão de digitalização com que engrandece as mentes desse povo metido à besta. Como resposta, a comissão me disse que no Brasil sequer tínhamos uma bibliografia nacional online e que para eles a decisão tinha sido tomada. Duvido e desacredito desses avaliadores. Até porque, 80% dos trabalhos apresentados foram de americanos e a maior parte se referiam aos EUA. Mas, acredito também que em parte eles têm alguma razão. A solução que vejo é tentar impor através de mais publicações sérias e pesquisas que envolvam mais cooperação do que dependência de recursos governamentais (quase sempre chorados e manipulados) para desenvolvermos apontamentos de qualidade e pleitearmos condições de respeito no contexto internacional. Devemos parar de pensar e nos limitar aos ENANCIBS e CBBDS da vida que anualmente cooptam 'pares' de duvidosa produção científica (basta uma pequena análise na maioria dos LATTES de muitos acadêmicos – sem atualização, pouca produção ou muito indicador de cooperativismos) – só para lembrar que um trabalho submetido ao GT 1 do ENANCIB somente tinha um avaliador que escolhia os trabalhos pelo nome do autor que fosse bonito com a bênção de uma famosa velha da CI brasileira e outro do CBBD que avaliou dizendo que as referências do meu texto estavam erradas (não estavam erradas). É preciso parar e pensar maior, exigir mais qualidade e responsabilidade de todos, governo, profissionais, educadores, alunos, enfim, de toda a sociedade. Fica aqui o link que informa sobre a criação da Biblioteca Pública Digital dos EUA a ser lançada esse ano. Enfatizo que os profissionais dos EUA ou de qualquer outro país não são melhores do que os profissionais brasileiros ou sul-americanos. Contudo, precisamos levantar nossa voz - não aparecendo como pavões em eventos nacionais ou internacionais -, mas como verdadeiros profissionais que pesquisam e buscam melhores condições para a principal missão social: informar à sociedade..

El proyecto de la biblioteca digital busca concentrar la mayor información posible, incluso recopilar y organizar los datos de la Bibilioteca del Congreso de los Estados Unidos, archivos académicos y del archivo de internet. A pesar de que sería una gran idea, la biblioteca aún tiene que sortear algunos aspectos sobre derechos de autor. Entre los cuestionamientos que los organizadores se hacen es sobre la creación de modelos de data y cómo referirse a materiales generados por los mimos usuarios, a nivel local, a nivel histórico y otras formas de contenido sin ánimo de lucro. http://valleduparnoticias.co/2012/04/07/en-2013-biblioteca-publica-digital-sin-animo-de-lucro-sera-lanzada-en-estados-unidos/

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